quarta-feira, 24 de dezembro de 2025
BIA: a bengala com inteligência artificial que amplia a autonomia de pessoas com deficiência visual
🎄 Natal: quando o coração aprende a enxergar além dos olhos ✨
sexta-feira, 19 de dezembro de 2025
Dia do Teatro Acessível: quando a arte também chega a todos
A proposta da data é simples e poderosa: incentivar que espetáculos e espaços culturais ofereçam acessibilidade física e comunicacional para que pessoas com deficiência vivam o teatro com autonomia, conforto e respeito.
O que é “teatro acessível” na prática?
Teatro acessível não é só “ter rampa” (apesar de isso ser básico). É garantir que o conteúdo e a experiência cheguem de verdade a todos. Exemplos:
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Audiodescrição (AD): narração do que é visual (cenas, gestos, figurinos, expressões, movimentação), essencial para pessoas cegas ou com baixa visão.
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Intérprete de Libras: para que pessoas surdas acompanhem com fluidez.
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Legendagem/Closed Caption: apoio importante para surdos e ensurdecidos e também para quem tem dificuldade de compreensão auditiva.
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Acessibilidade arquitetônica: rotas acessíveis, lugares adequados na plateia, banheiros adaptados, sinalização e orientação clara.
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Informação acessível: divulgar, com antecedência, quais recursos existem naquele espetáculo e como solicitar (isso evita frustração e “ida perdida”).
Por que isso é “Arte, Prazer e Direitos”?
Porque acessibilidade não é favor. É direito cultural. E quando o teatro inclui, ele ganha: amplia público, fortalece a cidadania e prova que cultura não é privilégio — é pertença.
Um checklist rápido (para quem produz e para quem frequenta)
Se você é produtor(a) ou gestor(a) cultural:
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Planeje acessibilidade desde o início, não “no improviso”.
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Informe recursos com clareza (site, redes, bilheteria).
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Treine equipe para acolher com naturalidade e respeito.
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Pense também no entorno: entrada, banheiro, circulação, assentos e orientação.
Se você é público (PCD, familiar ou aliado):
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Pergunte antes: “vai ter AD? Libras? legendas? como é o acesso?”
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Se não tiver, registre sua demanda com educação, mas com firmeza: o mercado se move quando o público cobra.
Conclusão
Neste Dia do Teatro Acessível, fica o convite: vamos defender um teatro em que ninguém precise “assistir pela metade”. Porque arte boa é arte que alcança, abraça e inclui.
quinta-feira, 18 de dezembro de 2025
Teatro Municipal de São Paulo recebe Selo de Acessibilidade Arquitetônica
TDAH na prática: desatenção, hiperatividade e o que eles têm em comum
O ponto principal é este: no TDAH, o cérebro pode ter dificuldade de “ligar e manter” o modo atenção + organização + autocontrole. Isso não significa falta de inteligência. Muitas vezes, a pessoa é muito capaz — só que o dia a dia vira uma maratona: lembrar do que precisa, começar, manter o foco, concluir, lidar com frustrações e ainda se explicar para os outros.
Sinais práticos que merecem atenção
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A dificuldade acontece em mais de um lugar (não só na escola, ou não só em casa).
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Está atrapalhando de verdade (notas, trabalho, conflitos, baixa autoestima, ansiedade por se sentir “sempre falhando”).
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Vem de longa data (não começou “do nada” ontem).
O que ajuda no cotidiano (sem complicação)
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Tirar as coisas da cabeça e colocar no mundo: lista curta, lembretes, alarme, agenda.
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Quebrar tarefas grandes em passos pequenos: “abrir o arquivo”, “ler 1 página”, “responder 1 e-mail”.
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Ambiente com menos distrações: um canto fixo, notificações reduzidas, fone/ruído branco (se funcionar).
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Combinados claros e gentis: uma instrução por vez, checagem (“o que você entendeu que é pra fazer?”).
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Pausas de movimento: para quem é hiperativo, pequenas pausas programadas podem melhorar o foco depois.
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Elogiar o esforço e a estratégia, não só o resultado: isso fortalece autoestima e adesão à rotina.
Quando procurar ajuda profissional
Se os sinais são frequentes, aparecem em mais de um contexto e estão trazendo sofrimento, vale buscar avaliação com profissional habilitado (psicologia/psiquiatria/neuropediatria, conforme a idade). Um bom diagnóstico não serve para “rotular”: serve para explicar, orientar intervenções, organizar suporte na escola/trabalho e diminuir a culpa.
TDAH não é falta de vontade — é uma forma diferente de funcionamento. Com acolhimento, estratégias simples e acompanhamento adequado, dá para transformar a rotina em algo mais possível e mais leve.
Referências
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CDC – Symptoms of ADHD CDC
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CDC – Diagnosing ADHD (DSM-5 criteria – versão resumida) CDC
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NIMH – Attention-Deficit/Hyperactivity Disorder (ADHD) Instituto Nacional de Saúde Mental
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NICE Guideline NG87 – ADHD: diagnosis and management (critérios gerais e exigência de prejuízo em múltiplos contextos) nice.org.uk

